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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

História

história de Moçambique encontra-se documentada pelo menos a partir do século X, quando um estudioso viajante árabeAl-Masudi, descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os "Zanj" da "Bilad as Sofala", que incluía grande parte da costa norte e centro do atual Moçambique.
No entanto, vários achados arqueológicos permitem caracterizar a "pré-história" do país (antes da escrita). Provavelmente o evento mais importante dessa pré-história seja a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas introduziram a metalurgia do ferro, entre os séculosI e IV.
Entre os séculos X e XIX existiram no território que atualmente é Moçambique vários estados bantus, o mais conhecido foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).
A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI[4], só em 1885 — com a partilha de África pelas potências europeias durante a Conferência de Berlim — se transformou numa ocupação militar, com a submissão total dos estados ali existentes, levando, no início do século XX, a uma verdadeira administração colonial.

Vista panorâmica da cidade de Maputo.
Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975, na sequência da Revolução dos Cravos, a seguir à qual o governo português assinou com a Frelimo os Acordos de Lusaka. Após a independência, com a denominação de República Popular de Moçambique, foi instituído no país um regime socialista de partido único, cuja base de sustentação política e económica se viria a degradar progressivamente até à abertura feita nos anos de 1986-1987, quando foram assinados acordos com o Banco Mundial eFMI. A abertura do regime foi ditada pela crise económica em que o país se encontrava, pelo desencanto popular com as políticas de cunho socialista e pelas consequências insuportáveis daguerra civil que o país atravessou entre 1976 e 1992.
Na sequência do Acordo Geral de Paz, assinado entre os presidentes de Moçambique e da Renamo, o país assumiu o pluripartidarismo, tendo tido as primeiras eleições com a participação de vários partidos em 1994.
Para além de membro da ONU, da União Africana e da Commonwealth, Moçambique é igualmente membro fundador da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) e, desde 1996, da Organização da Conferência Islâmica.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Diversos povos em uma só nação


De acordo com o último censo da população realizado em 1997, o número total de habitantes é de aproximadamente 19 milhões, dos quais 52% são mulheres e cerca de metade menores de 15 anos de idade.
 As províncias da Zambézia e Nampula são as mais populosas, com cerca de metade da população. Os principais grupos étnicos de Moçambique são constituídos por numerosos subgrupos com diversas línguas, dialectos, culturas e histórias. Muitos estão ligados a grupos étnicos semelhantes que vivem nos países vizinhos. Os Makua são o grupo dominante na região Norte; os Sena e os Ndau são proeminentes no Vale de Zambeze e os Shanganes (Tsonga) dominam a região Sul. Outros grupos incluem os Makonde, Yao, Chopi, Shona, Ronga e Nguni.

Divisão administrativa


Moçambique está dividido em 10 províncias e 1 cidade capital com estatuto de província. A região Norte é constituída por três províncias: Niassa, Cabo Delgado e Nampula; a região Centro é constituída pelas províncias de Sofala, Zambézia, Tete e Manica; a região Sul é composta por Maputo Província, Gaza e Inhambane. Cada província está dividida em distritos e municípios com um total 128 distritos e 33 municípios/autarquias no país. Cada distrito é governado a partir da capital distrital (Vila Sede) e é composto por vários Postos Administrativos que representam localidades que por sua vez são compostas por várias comunidades.